Equipamento de proteção individual contra ruído:
Considerações gerais sobre o controle de ruídos:
Um engenheiro civil ou mecânico possui melhores condições de avaliação que alguém leigo na área.
Deve-se avaliar cada local isoladamente e em conjunto com os demais trabalhadores.
As altas freqüências (sons agudos) são atenuadas de forma mais significativa e relativamente mais fácil.
Sempre teremos altos custos para a correta redução do nível de pressão sonora, e quando não for adotada a solução correta, o ruído sempre será acima do limite admissível.
Não existem soluções prontas ou pré-fabricadas para a sua área ruidosa.
Ruídos com mais de 90 dB(A ) de forma contínua, habitual e permanente permitem aposentadoria especial ao funcionário.
Ruídos com mais de 85 dB(A ) de maneira contínua dá ao trabalhador o direito a adicional de insalubridade em seu grau máximo.
Em uma série de ruídos, devem ser somados de forma logarítmica.
Princípios recomendados e que se deve adotar como valores de atenuação aos índices NRR fornecidos pelo fabricante do EPI de proteção auditiva:
1º subtrair 7
dB antes de que ele seja considerado (caso não se conheça o espectro do ruído)
2º usar 50% do valor do NRR dado
pelo fabricante (segundo OSHA)
3º descontar 25% do NRR para o uso
de protetores tipo concha; 50% para plugs moldáveis;
70% para plugs pré-moldados.(NIOSH)
Para um correto uso de EPI:
Observar aspectos individuais do usuário do EPI (por exemplo: tipo de canal auditivo, ambiente (e mãos e protetores) com sinais de graxas).
Razões que provocam erros de medição:
altura
do ouvido do funcionário,
momento
da medição,
aspectos
dos equipamentos em funcionamento,
equipamento
de medição descalibrado
margem
de erro do equipamento de medição (em Fast +1 a
–2dB; em Slow +- 2dB, ou –4,13 dB em resposta máxima
de sinal contínuo)
Especificações para as respostas de curva de um equipamento de medição de NPS:
Para a curva ‘A’(resposta do ouvido humano) e ‘C’(máquinas e equipamentos): (dados do fabricante de um medidor específico de NPS)
|
Freqüência |
Curva A |
Curva B |
Tolerância (IEC 651 tipo 2 ) |
|
31,5 Hz |
-39,4 dB |
-3 dB |
+- 3 dB |
|
63 Hz |
-26,2 dB |
-0,8 dB |
+- 2 dB |
|
125 Hz |
-16,1 dB |
-0,2 dB |
+- 1,5 dB |
|
250 Hz |
-8,6 dB |
0 dB |
+- 1,5 dB |
|
500 Hz |
-3,2 dB |
0 dB |
+- 1,5 dB |
|
1 KHz |
0 |
0 dB |
+- 1,5 dB |
|
2 KHz |
1,2 dB |
-0.2 dB |
+- 2 dB |
|
4 KHz |
1 dB |
-0,8 dB |
+- 3 dB |
|
8 KHz |
-1,1 dB |
-3 dB |
+- 5 dB |
Exemplo de uma padronização para tabela de PCA (Programa de Conservação Auditiva) e sua análise:
O PCA deve ser sempre realizado por um médico especialista em medicina ocupacional e em otorrinolaringologia
DIAGNÓSTICO AUDIOMÉTRICO
0 Normal (Limiares Normais)
1 P A S N Leve
2 P A S N Moderada
3 P A S N Severa
4 P A S N Profunda
5 P A Condutiva Leve
6 P A Condutiva Moderada
7 P A Condutiva Severa
8 P A Mista Leve
9 P A Mista Moderada
10 P A Mista Severa
11 P A Mista Profunda
12 Limiares Auditivos Rebaixados
TOPOGRAFIA
D Ouvido Direito
E Ouvido Esquerdo
F Ambos os ouvidos
DIAGNÓSTICO CLÍNICO
A PANO (não ocupacional)
B PASN - NPSE (ocupacional)
C Normal
D Perda Híbrida (PASN - NPSE + PANO)
E Perda não classificada
CONDUTA RECOMENDADA:
1 Monitoramento conforme a NR 7 (Anexo 1)
2 Monitoramento Semestral
3 Uso de EPI Atenuador de forma contínua
4 Não exposição a NPS > 84 dB(N) s/ EPI Atenuador
5 Não exposição a NPS > 79 dB(N) ou dose diária > 0,40 (afastar do ruído)
6 Acompanhamento otorrinolaringológico, investigar Nosoacusia
7 Emitir a CAT (INSS)
8 Repetir exame audiométrico (VA, VO, Logoaudiometria )
Nomenclatura Técnica:
CAT Comunicação de Acidente de Trabalho
dB(N) Decibel
EPI Equipamento de Proteção Individual
NPS Nível de Pressão Sonora
PA Perda Auditiva
PANO Perda Auditiva Não Ocupacional
PASN Perda Auditiva S ensório Neural
PASN-NPSE Perda Auditiva Sensório Neural por Nível de Pressão Sonora Elevado
VA Via Aérea
VO Via Óssea